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EUA acusam três homens de usar deepfakes de executivos para desviar ao menos US$ 129 milhões
Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, o grupo imitava voz e, às vezes, o rosto de dirigentes para convencer funcionários de hospitais, bancos e empresas a fazer transferências. Os valores somam cerca de R$ 710 milhões.
Três homens foram acusados nos Estados Unidos de integrar um esquema internacional de fraude que usava deepfakes de executivos e identidades falsas de advogados. De acordo com a denúncia do Departamento de Justiça americano, o grupo desviou pelo menos US$ 129 milhões (cerca de R$ 710 milhões) de hospitais, bancos e outras empresas.
O golpe começava com um e-mail que parecia vir do presidente da empresa, pedindo ajuda numa transação sigilosa. Em um dos casos investigados, a mensagem trazia até um acordo de confidencialidade para dar ar de legitimidade. Depois, o funcionário era levado a uma ligação ou videochamada com alguém que se apresentava como advogado.
Com ferramentas de inteligência artificial, os criminosos reproduziam a voz dos executivos e, em certas situações, a aparência deles. O falso advogado explicava o suposto negócio e indicava as contas de destino. Segundo a acusação, o alvo preferido eram profissionais de contabilidade e finanças com autorização para aprovar pagamentos altos. O dinheiro era convertido em criptomoedas.
Os promotores não divulgaram os nomes das vítimas, mas apontaram alguns prejuízos: cerca de US$ 4,83 milhões de uma rede de hospitais do Missouri, em novembro de 2024; US$ 2,68 milhões de um banco de Rhode Island, no mesmo mês; US$ 2,97 milhões de uma rede hospitalar da Califórnia, em dezembro de 2024; e US$ 11,58 milhões de uma fintech britânica, em março de 2025. Também aparecem uma empresa de fundos de Massachusetts (US$ 4,64 milhões) e uma fabricante de ração da Flórida (US$ 5,24 milhões). O esquema teria atingido milhares de empresas em vários países.
Nem tudo deu certo para os golpistas. Em outubro de 2024, um funcionário de um banco de investimento de Nova York autorizou um pagamento de cerca de US$ 2,85 milhões, mas a equipe de operações percebeu a movimentação e travou a transferência antes da perda.
Os acusados são Jacob Soall, de 41 anos, Sharon Hazan, de 54, e Guy Sheetrit, de 42. Segundo a acusação, Soall fazia o papel do advogado, enquanto Hazan e Sheetrit participavam da lavagem do dinheiro. Soall e Hazan foram presos na Espanha, em 17 de junho e 5 de agosto; Sheetrit, no Reino Unido, em 7 de setembro. Hazan já tinha condenação de 2008 por conspiração para fraude bancária, no mesmo distrito judicial de Nova York.
Cada um responde a sete acusações, entre elas fraude eletrônica, roubo de identidade e lavagem de dinheiro. Os pedidos de extradição para os EUA ainda estão pendentes, e os três são considerados inocentes até eventual condenação. O caso mostra que o pedido de um "chefe" por e-mail, voz ou vídeo já não basta como confirmação, e que uma checagem independente antes de grandes pagamentos pode barrar o golpe, como ocorreu no banco de Nova York.
Fontes
Resumo feito com IA a partir das fontes acima.